sexta-feira, 6 de maio de 2016

Blood Omen: Legacy of Kain


Eu não sou um grande fã de Vampiros mas sempre tive um apego a jogos dark ou com aquele clima Halloween. Duas franquias me marcaram quando se trata do mundo sombrio: Castlevania e Legacy of Kain. Enquanto em Castlevania você geralmente controla algum herói/guerreiro que desbrava o castelo maligno para derrotar o vilão, em Legacy of Kain você é o vilão... Bem, mais ou menos. Vamos do começo.

Legacy of Kain é um jogo de aventura para Playstation e PC onde você controla um Vampiro e explora as terras de Nosgoth em busca de vingança. A jogabilidade é similar a série Diablo (no caso dos primeiros jogos), a única diferença sendo que Legacy of Kain não é um RPG, embora tivesse tudo para ser um a partir do primeiro jogo com sua história intrigante e longo tempo de jogo.


Na história, Kain (ainda humano) é assassinado por um grupo de bandidos enquanto saia de uma taverna, durante uma de suas aventuras. No mundo dos mortos, Kain é visitado por um Necromante chamado Mortanius oferece a ele uma chance de voltar ao mundo dos vivos e se vingar. Kain aceita sem considerar as consequências e é transformado em um Vampiro. Logo no começo do jogo ele se vinga dos assassinos, mas Mortanius o convence de que os assassinos foram apenas uma ferramenta e que ele deveria procurar a verdadeira fonte de seu infortúnio. Percebendo que está sendo usado pelo Necromante, Kain resolve procurar uma cura para sua doença em uma jornada, onde acaba encontrando os 9 pilares de Nosgoth, responsáveis pelo equilíbrio do reino. Os pilares foram corrompidos e um espírito chamado Ariel suplica para que ele a ajude a repurificar os pilares e trazer o equilíbrio de volta. Para isso ele deve derrotar os 9 feiticeiros corruptos responsáveis pelo desequilíbrio. É aí que a verdadeira aventura começa.


Durante o jogo, você visita diversas "dungeons", sejam elas parte da história ou apenas um meio de conseguir equipamentos novos e armas. Kain também pode utilizar diversos feitiços e itens durante a jornada para derrotar seus inimigos. O vampiro também tem a habilidade de se transformar em morcegos, caso precise viajar para lugares distantes (desde que já tenha visitado o lugar antes ou seria fácil demais) e também em um logo, que tem a habilidade de saltar e escalar montanhas, o que ajuda bastante para alcançar locais novos. Por ser um vampiro, você também pode absorver os fluídos/sangue de seus inimigos ou vítimas inocentes para recuperar a saúde. Isso também pode ser feito visitando algumas fontes escondidas em diversas partes do mapa.


Algo de negativo que posso falar sobre o jogo é que não existem sidequests nem nada do tipo, o jogo inteiro é apenas sobre a história principal, mesmo existindo a liberdade de explorar onde quiser, entrar nas casas. Dá até pra se disfarçar de humano e dialogar com os cidadãos de cada vilarejo. Como eu disse, o jogo tinha tudo para ser um RPG mas o estúdio acabou preferindo manter como um jogo de aventura. Perfeito pra quem gosta de vampirismo e jogos oldschool pro PC (ou Playstation), porém não é uma experiência tão satisfatória se você quer um jogo com bastante conteúdo e interações. Eu sei que adoro e a franquia merecidamente tem uma sequência e spinoffs, como Soul Reaver. Bora tomar um banho de sangue.






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