sexta-feira, 29 de abril de 2016

House (Hausu 1977)



Definitivamente meu horror trash japonês favorito (dos que eu vi até hoje). Não só por causa dos efeitos horríveis mas também por escolhas de edição que me fizeram questionar se o filme realmente era pra ser terror e não uma comédia paródia tipo "Todo mundo em Pânico".
O filme, dirigido por Nobuhiko Obayashi, conta a história de 7 amigas que viajam para a casa da tia de uma delas. O que elas não sabem é que a casa é mal assombrada pela alma de sua tia, que morreu há muito tempo e agora devora garotinhas.
O primeiro indício de que esse filme poderia ser uma comédia é a escolha pros nomes das garotas. A protagonista se chama "Gorgeous" (porque supostamente ela é a mais bonita) e as amigas são "Kung Fu" a garota brigona, "Prof" a nerd, "Fantasy" a moça brisada, "Mac" a gordinha (haha...ha), "Melody" a que gosta de música e "Sweet" a fofinha (kawaii desu). Em um mundo em que personagens de filmes de terror boa parte do tempo são estereótipos, é engraçado ver estereótipos de estereótipos que carregam nomes tão estereotipados quanto elas. Não que eu esperasse muito da atuação, as atrizes eram iniciantes e a última coisa que eu espero de estudantes numa casa mal assombrada é ter a melhor ideia, mas por que diabos elas se chamam assim? Minha única teoria é que seja algum tipo de referência aos nomes dados a protagonistas de histórias como "Branca de Neve" e "Bela e a Fera". Ainda assim, continuo achando que os nomes são assim só pra fazer graça mesmo.
Elas chegam na casa, são recebidas pela tia, uma das garotas é morta e a tia começa a dançar no teto enquanto elas estão distraídas. Han?
Enfim, todas as garotas são devoradas pela casa e perto do final do filme duas delas encontram o diário da tia e descobrem que ela morreu esperando o marido voltar e que agora é um fantasma que devora mulheres solteiras. Vamos falar das mortes. Elas sempre tem algo a ver com a "personalidade" de cada personagens e são feitas o mais coloridas possível. Por exemplo, a Melody é literalmente devorada por um dos pianos, Mac morre quando vai buscar a melancia, etc. A única exceção seria Gorgeous, que ao invés de morrer é possuída pelo espírito da casa, em uma das poucas cenas que de fato tinha um tom aterrorizante, diferente do resto do filme que é colorido demais e com efeitos reluzentes.

O efeito é antigo, mas convincente e combina com o tom da cena. O rosto da Gorgeous despedaça lentamente revelando as chamas do espírito que agora a habita. Existem outras coisa que gosto, como a evolução da tia durante o filme. Ela começa sentada em uma cadeira de rodas e conforme devora cada uma das garotas começa a andar, dançar e eventualmente rejuvenescer completamente depois de possuir a Gorgeous.

Todas as garotas são devoradas e agora a tia, usando o corpo da Gorgeous, aguarda novas vítimas dentro da casa. É um filme muito divertido de assistir, em parte por causa dos efeitos e tom comédico, em parte por causa da ousadia do filme por não seguir um roteiro convencional de filmes de terror. Pode-se dizer que Hausu é o que aconteceria se Sam Raimi dirigisse um filme de terror no Japão. Se você ama filmes japas ou horror trash, fica a recomendação.





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