quinta-feira, 14 de abril de 2016

Análise: Mortal Kombat Conquest Parte 1



Mortal Kombat Conquest (ou Konquest) é um seriado dos anos 90 (1998 para ser mais específico) baseado na franquia de jogos eletrônicos de luta Mortal Kombat, e em sua maior parte inspirado pelo sucesso do primeiro filme oficial sobre o jogo na mesma época. Embora seja influenciado pelo filme, a série conta a história do Kung Lao. O Grande Kung Lao, não o Kung Lao que conhecemos e amamos (se você já jogou Mortal Kombat digo). Pode deixar que eu explico:


O Grande Kung Lao (ou Great Kung Lao) foi um lutador Shaolin de 500 anos antes do torneio no primeiro Mortal Kombat. Além de vencer o torneio da época, ele poupou a vida de Shang Tsung, algo que era incomum naquele período ( ainda mais considerando que se chama Mortal Kombat). Graças a sua vitória, ele se tornou imortal e Shang Tsung voltou a envelhecer. Frustrado com sua derrota, Shang convence Goro a derrotar Kunga Lao por baixo dos panos, causando a morte do lutador e sua alma ser tomada por Shang Tsung. A alma eventualmente foi libertada quando Shang Tsung morre durante uma luta contra o Rei Demônio Onaga. Embora não seja uma informação oficial que apareça em qualquer um dos Mortal Kombat originais, em Mortal Kombat 9 é dito que o Kung Lao conhecido é na verdade a reencarnação do Grande Kung Lao. Se é verdade ou não fica a critério dos fãs, eu prefiro acreditar que o Kung Lao apenas está lá para honrar o antepassado.
Histórias externas de lado, Mortal Kombat Conquest se passa na mesma época e isso é demonstrado na forma medieval em que os locais são decorados e nas roupas dos próprios personagens. Apesar disso, por algum motivo os criadores da série sentiram uma necessidade de colocar personagens que não fazem parte dessa época como Scorpion, Sub Zero, Mileena, etc. E mesmo assim o show ainda se sentia na obrigação de apresentar personagens novos para combinar com a época. Essa é apenas uma das muitas inconsistências da série.
Os protagonistas são Kung Lao (Paolo Montalbán), Siro (Daniel Bernhardt) o guarda costas e Taja (Kristanna Loken), uma ladra. No início do episódio Piloto, Kung Lao enfrenta Shang Tsung (Bruce Locke) no final de um torneio (e por algum motivo ele usa o uniforme do Kung Lao regular... vai entender). Shang Tsung perde a luta, Kung Lao o deixa viver e Raiden (Jeffrey Meek) o avisa de sua imortalidade, como a própria lenda conta. A partir daí o episódio segue mostrando a vida particular de Kung Lao com seu melhor amigo Siro e sua namorada. Ocorrem até algumas cenas em que Kung Lao questiona se realmente quer ser o campeão de Mortal Kombat e abraçar a imortalidade com o preço de deixar sua vida normal para traz. Isso é bem interessante, mas nem sempre é aproveitado na série. Se tem uma coisa em que ela é boa é em ser inconsistente com as próprias informações que passa em cada episódio. Enquanto isso, Shao Khan (Jeffrey Meek... Sim, ele interpreta dois personagens na série) bane Shang Tsung para as minas dos Shokan, onde fica preso. E apesar de ficar preso, rolam muitos episódios em que ele sai de boas e até luta com os protagonistas... E mesmo assim ele sempre volta pras minas. É, faz muito sentido. Junto dele está a antagonista Vorpax (Tracy Douglas). Vorpax é só uma mulher usando collant verde. Sério, ela não tem qualquer utilidade na série, nem mesmo como uma possível personagem da época. Eles tentam dar algum tipo de importância pra ela no meio da série (algo que vai ficar pra parte 2 desta análise/revisitação), porém não faria diferença alguma se ela não estivesse na série e apenas o Shang Tsung tramasse os planos malignos.
O primeiro personagem fora de época que aparece é o Scorpion (Chris Casamassa), e assim como o Scorpion do filme ele usa uma cobrinha escrota... Yey. Acha que não dá pra piorar? Scorpion na série literalmente é um escorpião que se transforma em gente. SÉRIO. Eles fizeram isso, o que significa que toda a épica história sobre o Scorpion ser parte do clan Shirai Ryu e ver a família morrer, para depois ser ressuscitado por Quan Chi e se vingar é jogado na lixeira.


Enquanto isso, Siro captura uma ladra (Taja) e a pune fazendo dela uma escrava no local onde trabalha. Eventualmente Scorpion tenta matar Kung Lao por ordem de Shang Tsung, tem uma luta e Scorpion perde. Bem, mais ou menos, um buraco abre do nada e ele cai num poço de lava. Poderia ser uma referência a Netherrealm, ainda mais considerando que Quan Chi aparece na série, mas todos já sabemos que o Scorpion da série não tem nada a ver com o original.
As lutas na série são boas as vezes e a premissa também, mas boa parte do tempo parece que você está assistindo Hercules ou Xena. Não que essas duas sejam séries ruins, eu amo elas, mas Mortal Kombat não é para parecer aquela história genérica que tem algum tipo de "moral da história" no fim do episódio. Fora o fato de que raramente alguém morre num seriado chamado MORTAL KOMBAT, e quando morre é da forma mais ridícula possível. Na próxima parte abordarei brevemente o que acontece nos episódios seguintes e tentarei explicar o máximo possível sobre porque esta série é boa e ruim ao mesmo tempo. Nos vemos na próxima.

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